Waiting sucks

Eu não sou supermegafã de True Blood, mas adorei essa campanha que estão fazendo para a preparação da terceira temporada. Já foram ao ar teasers com cenas dos bastidores, com Sam, Tara e Eric. E depois disso aparece escrito “Waiting sucks”, um trocadilho com  o sentido  literal  “A espera é um saco” e a outra leitura possível que seria algo como “A espera chupa/suga/insira aqui que palavra você acha que fica mais bonitinha”.

O video de Sam você pode ver clicando aqui, o de Tara aqui e a de Eric aqui.  Nada demais, por razões óbvias me interessei mais pela cena com o Eric. Por falar nele, já rolou no twitter uma imagem do vampiro e Sookie (que como os teasers, não revelam coisa alguma hehe). No final das contas é aquilo: não é pelo conteúdo que estão liberando, mas mais pela sacada para divulgá-lo.  Incluindo a imagem que está ilustrando o post aqui. E se você é daqueles que adoram notícias novas sobre a série, uma boa dica é seguir o twitter @TrueBloodHBO, que vira e mexe traz  novos videos e imagens.

(Editado: Ooops, esqueci disso aqui. Alcide e Sookie)

Supernatural S05E15 e S05E16

Bom, pelo menos uma volta definitiva. Ao contrário de House, que mal retornou e já começou outra pausa, Supernatural agora segue sem intervalos até o season finale, dia 13 de maio. E já começam preparando terreno para a conclusão, pelo menos da história que envolve o apocalipse. Dois episódios seguidos que poderiam muito bem serem colocados como continuidade daquele primeiro intervalo, antes de Sam, Interrupted (quando os Winchester ficam sabendo que o Colt não funciona com Lúcifer e que Morte está à solta).

Vendo como está se desenrolando, a sensação que dá é que nessa temporada quiseram manter estrutura similar às anteriores, mas não se deram conta que se querem concluir esse arco, eles têm muita informação para cobrir, então não podem se dar ao luxo de colocar no ar tantos fillers, como foi Swap Meat e Changing Channels. Anyway, ainda é bom e divertido – é só um comentário sobre como estão conduzindo o arco principal mesmo.

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Atualizando para você não esquecer

Daybreakers

O argumento principal dos odiadores da saga Crepúsculo é que Stephenie Meyer simplesmente destruiu o “cânone vampírico” ao colocar na história seres que podem andar sob a luz do sol e não bebem sangue humano. E seguindo essa linha de raciocínio, você pensa que Daybreakers tem tudo para dar certo: a luz do sol machuca e eles não só bebem sangue humano como toda a raça está ameaçada de extinção, tamanha a sede dos vampiros. Uou, parece bacana. Parece.

A ideia é de que em um futuro não muito distante os vampiros dominaram a Terra, sobrevivendo poucos humanos – que passam a ser criados como “gado” para alimentar os dentuços. Com o número de pessoas reduzindo cada vez mais, uma empresa que vende sangue passa a procurar um substituto sintético (True Blood? 🙂 ), embora sem muito sucesso. O que se vê é cada vez mais vampiros sofrendo os efeitos da privação de sangue, que não são nada bonitos, digamos assim.

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O Inimigo de Deus (Bernard Cornwell)

Segunda parte da trilogia As Crônicas de Artur (que começa com O Rei do Inverno), O Inimigo de Deus continua narrando as histórias do Rei Artur sob o que seria um ponto de vista historicamente possível. Gosto de insistir na questão de que o “historicamente possível” não significa de maneira alguma “o relato mais fiel”, uma vez que existem poucos registros sobre o rei bretão que não sejam lendas medievais (obviamente fontes não tão confiáveis).

De qualquer forma, O Inimigo de Deus segue cumprindo com a mesma precisão a proposta de narrar as histórias sem o faz-de-conta e romantismo do que muitos pensam ter sido o tom predominante da época. As batalhas são descritas sem poupar qualquer detalhe mais sangrento, algumas convenções sociais da época podem revoltar assim como outros valores chegam a soar até mesmo ilógicos nos dias de hoje. O trabalho de Cornwell nos hábitos alimentares, religiosos e afins continua sendo um dos pontos altos da trilogia.

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House M.D. S06E14 e S06E15

Eu nunca achei que diria isso, mas a verdade é que estou começando a ficar cansada de House. Antes a fórmula repetida em todos os episódios dava certo e não enchia a paciência por causa das histórias paralelas, mas agora até as histórias paralelas já estão repetindo. É House azucrinando o Wilson, é o Taub com problemas com a mulher, é o Foreman que quer ser House e nunca será, etc. etc. etc. Não aparece nenhum elemento novo ali, ou pelo menos nada com um efeito comparável ao das temporadas anteriores. E aí o que sobra são episódios maizomeno, daqueles beeem descartáveis e que você nem perde grandes coisas caso não assista.

E o maior problema disso é que eles resolvem algumas coisas muito apressadamente, não desenvolvem mais o que poderia render algo bom. Veja o caso do episódio Private Lives (S06E14), que traz a história de uma blogueira que acha que deve contar de tudo para seus leitores (fala sério, tem alguém que ainda acha que blog serve só para ser querido diário?). Nessa onda “segredos” da equipe são trazidos à tona, como o filme pornô no qual Wilson participou na juventude, ou o fato de House estar lendo um livro escrito por seu pai.

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Reinaldo José Lopes no Programa do Jô

Para quem gosta de assuntos como evolução e consegue madrugar, não percam hoje à noite no Programa do Jô a entrevista com o Reinaldo José Lopes, falando do livro Além de Darwin e sobre evolução. Aproveitem e confiram o 10 Perguntas e Meia que fizemos com ele agora no começo do ano e ó, fica a dica: Além de Darwin por 25 reais e dedicatória do Reinaldo, basta dar uma conferida no post dele lá na Valinor para saber como conseguir o seu. Cisne, parabéns pela entrevista! ;D Mas ahááá, entrevistamos você antes do Jô, tchu tchu tchu.

Veja Esta Canção

Hoje lembrei do nada de uma cena de um filme nacional, o sujeito falando qualquer coisa como “se você quer encontrar alguém, já que o mundo dá voltas o ideal é ficar no mesmo lugar”. E eu que não sou grande conhecedora de cinema brasileiro, puxei lá da memória entre os poucos que vi qual poderia ser, e pensei em Pequeno Dicionário Amoroso.  Mas aí logo lembrei do que se tratava. Era Drão, história que faz parte do filme Veja Esta Canção.

Dirigido por Cacá Diegues, este filme de 1994 apresenta quatro histórias baseadas em canções da MPB: Pisada de Elefante (Jorge Ben Jor), Drão (Gilberto Gil), Você é Linda (Caetano Veloso) e Samba do Grande Amor (Chico Buarque). Verdade seja dita, eu já tentei ver tudo, mas não curti muito Pisada de Elefante e aí sempre acabo só revendo Drão (que eu gostava pelos motivos errados quando era mais nova, mas acho que isso é algo natural de quando se é “mais nova). Anyway, com a lembrança resolvi deixar a dica para quem não conhece. Drão especialmente, vale MUITO a pena ver. Pedro Cardoso e Debora Bloch estão ótimos, o roteiro é uma delícia e enfim, ainda bem que hoje em dia tem Youtube, né? Parte I, Parte II e Parte III. Vejam, é realmente muito bacana.

Caim (José Saramago)

Uma característica que acho louvável em um autor é saber ser o mesmo e ser diferente ao mesmo tempo. Ele tem aquele tom que é familiar ao leitor, alguns temas reaparecem, mas aí ele tem uma carta qualquer na manga que muda tudo, e faz com que o livro mais recente não seja só “mais um livro de fulano”. Tive o prazer de perceber isso em José Saramago e seu Caim (lançado ano passado pela Companhia das Letras). Aquele que leu O Evangelho Segundo Jesus Cristo vai pensar “Ok, Saramago explorando temas relacionados com a Bíblia…”. Mas aí entramos no como ele o faz.

Em O Evangelho… o que temos é, obviamente, um foco no Novo Testamento. Saramago desconstrói a imagem que temos de Jesus, humanizando ao mostrar defeitos e fraquezas. Mas talvez até por conta disso, a ironia de Saramago em O Evangelho… é sutil, e não é nem de longe o tom predominante de uma narrativa que é extremamente densa. E agora temos Caim, no qual Saramago ao focar o Antigo Testamento desconstrói ninguém mais ninguém menos do que Deus, mas com um tom completamente diferente: narrativa leve, rápida e com o humor quase como constante.

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A loja dos suicidas (Jean Teulé)

Chegou aqui no Brasil pela Ediouro no começo do ano a tradução do livro A loja dos suicidas (Le magasin des suicides), do francês Jean Teulé. Na primeira vez que li uma resenha sobre o livro já fiquei curiosa, até porque ele parecia transbordar humor negro: em um futuro pós-apocalíptico a família Tuvache trabalha em uma pequena loja especializada em vender objetos para suicidas: corda, veneno e o que mais for possível imaginar, o importante é manter o nome e tradição da Loja dos Suicidas.

De primeira as personagens são tão caricatas que você pensa tratar-se de um livro infanto-juvenil. São tipos, tais como Mortícia e Gomez da família Addams. Não suportam a alegria de viver, orgulham-se de seus problemas pessoais e de saúde e apresentam uma série de valores distorcidos sobre o que é “normal”. Algo que fica evidente ao ver o orgulho da mãe ao falar da filha obesa que se odeia e do filho que sofre com enxaquecas insuportáveis. Isso torna-se ainda mais óbvio com a chegada de Alan, o caçula, que difere em tudo da família ou seja, a “ovelha branca”. É ele que diz “Obrigada, volte sempre!” para os clientes, e quer mostrar para os Tuvaches que vale a pena viver.

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