Dead Until Dark x True Blood

sookieebillAcabei de terminar de ler Dead Until Dark, livro de Charlaine Harris no qual se baseou a nova série da HBO True Blood. Ao contrário de Guilty Pleasures acho que voltamos ao esquema de “livro de vampiros que agradará mais ao público feminino”, mas acho que os fãs das histórias de vampiros devem gostar bastante porque muito do mito foi preservado: a necessidade de sangue e as fraquezas como luz do sol e alho, por exemplo. Mas como a narradora é a Sookie, algumas passagens ficam meio “menininha” demais, como por exemplo quando a protagonista está reparando na derrière do chefe (Sam).

De qualquer modo, o livro é divertido e tem como vantagem sobre a série o fato de mostrar mais dos vampiros e menos das personagens humanas chatas. Inclusive algumas personagens que são chatinhas na TV são bem legais no livro. E foi pensando na questão da adaptação que eu resolvi apontar algumas diferenças básicas entre True Blood e a obra de Charlaine Harris. Óbvio, um montão de spoilers e tudo o mais, só continue lendo o post se isso não for fazer diferença alguma para você.

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Guilty Pleasures (Laurell K. Hamilton)

guiltypleasuresEntão que você leu já leu todos os livros da série Crepúsculo e agora está naquela secura para novas histórias sobre vampiros? Não entre em pânico! Felizmente a literatura nos presenteou com vários títulos sobre esse tema. O que acabei conhecendo recentemente foi a série “Anita Blake: Vampire Hunter“, que inicia com o livro “Guilty Pleasures” (Prazeres Malditos aqui no Brasil). Escrita em 1993, a história é narrada pela protagonista que sim, chama-se Anita Blake e que uou, é uma caçadora de vampiros. Nada de muito novo, especialmente se for considerar que um ano antes já tinha saído no cinema a primeira versão de Buffy (com o Dylan do Barrados no Baile no elenco, há, há!).

Mas o bacana da mitologia criada pela Hamilton é que bem, vampiros não são exatamente monstros. Um vampiro é praticamente visto como um cidadão comum, a não ser que mate aquele de quem ele se alimenta. Anita trabalha em parte como investigadora de crimes sobrenaturais e tem licença do governo para matar vampiros que são uma ameaça à sociedade (o que rende para ela o apelido de “The Executioner”) e bem, ela também é uma “animator”, alguém capaz de ressuscitar pessoas.

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The Day the Saucers Came

É o nome de um poema do Neil Gaiman, que só para variar, é muito fofo e bacaninha. Eu não sei se já tem traduzido aqui no Brasil, mas para os que sacam inglês, segue aí o texto para que vocês conheçam (se não saca inglês, vá direto para o final do post):

The Day the Saucers Came

That day, the saucers landed. Hundreds of them, golden,
Silent, coming down from the sky like great snowflakes,
And the people of Earth stood and stared as they descended,
Waiting, dry-mouthed to find what waited inside for us
And none of us knowing if we would be here tomorrow
But you didn’t notice it because Continue lendo “The Day the Saucers Came”

10 perguntas e meia

O Pips sugeriu lá no Meia que começássemos um negócio novo no blog, o 10 perguntas e meia, que consiste basicamente em entrevistar pessoas batutas relacionadas com a literatura fazendo… ahn… 10 perguntas e meia. Hoje a tarde foi ao ar a primeiríssima entrevista, e eu preciso registrar aqui no Hellfire porque estou toda orgulhosa. Os méritos são todos do Pips, devo dizer. Mas enche os olhos ver algo tão legal dando tão certo. Por isso deixo aqui o convite para vocês darem uma passada lá no Meia para ler as 10 perguntas e meia que fizemos para o vencedor do prêmio Jabuti desse ano, Cristovão Tezza: 10 perguntas e meia para Cristovão Tezza.

Crepúsculo (filme)

Sim, acabei de ver Crepúsculo e agora vou comentar uma coisa ou outra sobre o filme. Dividirei o post entre pontos negativos e positivos senão eu embaralho tudo e não deixo claro o que achei. Vamos começar com as más notícias então, certo? E antes que eu me esqueça: ALOU, ESTOU FALANDO DE UM FILME QUE VOCÊ PROVAVELMENTE NÃO VIU. SPOILERS DE MONTÃO E TALZ.

PONTOS NEGATIVOS:

1. A Edição: até o momento é o mais negativo dos pontos negativos. A Hardwicke (diretora) deve ter perguntado para os caras da Summit “Ei, certeza que não posso fazer um filme de 2:30h, 3h meio tipo O Senhor dos Anéis?” e então com a recusa começou a picotar a história, enxugando tanto, mas TANTO que parece que Bella e Edward se apaixonaram porque não tinham nada para fazer. Aliás, verdade seja dita, parece que ela conquistou a amizade dele, não o amor. Para quem leu o livro, dá aquela sensação básica de “ei, faltou algo!”. Para quem não leu, deve dar até crise de riso.

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Música, Ídolos e Poder – do Vinil ao Download (André Midani)

Deixando de lado os casos de pessoas que vivem de música ou são obcecadas pelo assunto o fato é que o público em geral tem contato basicamente com o produto final e o artista, esquecendo que existe  todo um processo bem longo e complicado entre a composição e a venda de uma canção. E é justamente aí que entra o ponto alto de Música, Ídolos e Poder – do Vinil ao Download do André Midani: pelo autor ter sido parte tão importante em muito do que ouvimos hoje como nossa MPB, vemos muito mais desse processo.

A Bossa Nova, a Tropicália, as carreiras solo de Erasmo Carlos e Rita Lee, Tim Maia, Kid Abelha, Barão Vermelho, Titãs… Você pensa em qualquer coisa criada no Brasil até os anos 90 e pode ter certeza que tem o dedo desse Midani no meio. E mesmo nas figuras que ele não “descobriu”, nos grandes momentos desses artistas ele esteve presente (caso de Chico Buarque, por exemplo).

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The Road (Cormac McCarthy)

Pense em um lugar morto. Sem árvores, sem o canto dos pássaros, dominado por cinzas. Na verdade, as cinzas cobrem inclusive a luz do sol, tirando as cores do céu, da terra e de tudo o que ela toca. À noite, não há mais iluminação artificial, não há mais a luz da lua ou das estrelas, há apenas uma escuridão total, que não permite que você enxergue um palmo diante de sua face. Silêncio quase enlouquecedor. A falta de vida significa falta de comida, e homens tornam-se canibais. É o fim da humanidade.

Nesse cenário que McCarthy (autor de No Country for Old Men) desenvolve o romance “The Road”, que conta a história de um pai e seu filho atravessando a estrada que dá título à obra, fugindo dos horrores causados por um desastre sem nome. A narrativa começa já anos após o que fez o mundo como conhecemos virar esse pesadelo, e o pouco que se sabe (e pouco mesmo) do que era antes vêm de flashbacks.

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A vida secreta dos grandes autores (Robert Schnakenberg)

Comentando com o Fábio ontem sobre uma Super com uma lista dos 122 livros para entender o mundo (vi lá no Arte e Vício) ele observou “Você e essa sua mania de livros sobre livros…”. É, eu e essa minha mania de livros sobre livros. A grande verdade é que a maior parte eu ainda não tive oportunidade de conferir, como por exemplo História Universal da Destruição dos Livros ou ainda O livro dos livros perdidos. Mas recentemente pude conferir uma obra que segue essa linha mas de forma mais leve e divertida, digamos assim. Estou falando de A vida secreta dos grandes autores, de Robert Schnakenberg.

Como deve dar para notar pelo nome do autor, o livro é gringo. Mas a tradução brasileira ganhou ilustrações do gaúcho Allan Sieber, o que serve como um diferencial bem bacana com relação à edição de lá.  E nesse caso, fica claro que figuras carimbadas da literatura tupiniquim não dão as caras no livro. Porém, os nomes escolhidos por Schnakenberg representam bem a literatura, acredito eu. Na obra temos  um monte de curiosidades sobre diversos, desde Shakespeare até Thomas Pynchon.

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Depressão pós-livro

Eu ando bastante frustrada desde que terminei a leitura da saga Twilight. Eu estava definindo isso mais ou menos como “Ninguém entende quando eu digo que estou chateada por viver em um mundo no qual acordar e descobrir-se transformado em uma barata soa absurdo.”, mas tipos que uma garota lá do fórum Crepúsculo soube se expressar tão bem que eu preciso abrir uma exceção e usar aqui no Hellfire palavras que não minhas, mas de outra pessoa.

E antes que os meninos escapem achando que é um caso de apaixonite por personagens, por favor, continuem. O post dessa menina expressa muito bem quando nós, amantes da fantasia em geral, nos sentimos quando fechamos o livro e descobrimos que nesse mundo não há vampiros, hobbits ou zumbis. Se você já esteve por aí (e ei, não importa a idade, a Literatura faz dessas coisas com o mais maduro dos velhinhos), eu tenho certeza que de qualquer forma entenderá o que essa menina escreveu. E que atire a primeira pedra quem nunca pensou duas vezes sobre a fantasia.

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Crepúsculo (Stephenie Meyer)

Começou com um comentário no intervalo no trabalho, a Pri falando sobre o tal do livro que eu tinha que ler que era muito legal e tudo o mais. Depois a sugestão começou a pipocar aqui e acolá, e a coincidência foi tão grande que eu resolvi ver qual era a do livro. Mais uma coincidência: quando viajei, as livrarias dos aeroportos aqui do Brasil anunciavam a chegada da obra como se fosse um novo fenômeno de vendas nas prateleiras. Então eu comprei e comecei a ler.

Eu não quero formar uma imagem errada sobre a coleção de livros da Meyer, mas o fato é que o primeiro livro da série (Crepúsculo) é sim apaixonante. Sobretudo por causa do “mocinho” da história, o vampiro Edward, que é capaz de arrancar um monte de nhóóóuuuuums e suspiros de qualquer mulher. E aí obviamente você não quer parar de ler (sério, eu lia enquanto caminhava na rua!) e quando o primeiro acaba, você quer devorar todos os outros. Poisé. O problema são justamente os outros. Falarei brevemente de cada um dos livros aqui nesse post (títulos em inglês porque alguns deles não chegaram no Brasil ainda).

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