Quando adolescente eu adorava carnaval, e por causa disso tenho cá meu baú de memórias do tempo em que comemorava a data. E sim, eu sou uma pessoa autocentrada (o exercício de escrever em blog já serve como indicativo), portanto a maior parte das minhas lembranças são sobre mim: eu dançando macarena com a Marilia no ferryboat enquanto o sol nascia, eu e a Nane vestidas de capetinha e máscara da Tiazinha (???) e muitas, muitas Quarta-feiras de Cinzas acompanhando apuração de desfile de escola de samba do Rio de Janeiro (era algo que eu gostava de verdade, sem um pingo de ironia).
Mas tem uma lembrança que vem à mente sempre que penso em carnaval, e não é sobre mim. São duas pessoas que eu só conhecia tangencialmente, porque eram primos, amigos, vizinhos ou seja lá o que for de amigos meus. Eu estava em um baile de carnaval do clube local, tinha subido na galeria do segundo andar que tinha vista para o salão onde acontecia a festa. Dali eu vi um casal que dançava Taí, completamente felizes e apaixonados, criando um mundo próprio dentro de um salão lotado de foliões.








